Em 2020, novas escavações foram realizadas, mas desta vez lideradas pela comunidade aborígine local, representada pela associação GlaWAC (Gunaikurnai Land and Waters Aboriginal Corporation).
Em uma parede foram descobertos dois pedaços de madeira, muito bem conservados, com idades de 11 a 12 mil anos, respectivamente.
Ambos estavam levemente queimados e estavam nas cinzas de uma lareira do tamanho da palma da mão, pequena demais para ser usada para aquecer ou cozinhar carne.
Além disso, as pontas dos gravetos haviam sido cortadas para que pudessem ser colocadas verticalmente no fogo e cobertas com gordura animal ou humana.
As pesquisas levaram à descoberta de rituais praticados pelos “mulla-mullung”, os curandeiros do povo Gunaikurnai, descritos nas anotações de um etnógrafo no século 19.
Durante essas cerimônias, os mulla-mullung usavam gravetos com o mesmo formato dos encontrados na caverna de Cloggs, feitos da mesma madeira de casuarina e também cobertos com gordura, humana ou de canguru, para manter o fogo acesso durante o ritual.
Escavações na Caverna de Cloggs revelam descobertas surpreendentes
No ano de 2020, novas escavações foram conduzidas na Caverna de Cloggs, localizada em um território aborígine. Dessa vez, a liderança ficou por conta da comunidade local representada pela associação GlaWAC (Gunaikurnai Land and Waters Aboriginal Corporation).
Durante as escavações, dois pedaços de madeira extremamente bem conservados foram encontrados em uma parede da caverna. Com idades entre 11 e 12 mil anos, esses fragmentos revelaram informações valiosas sobre práticas ancestrais da região.
Os pedaços de madeira estavam levemente queimados e posicionados nas cinzas de uma pequena lareira, incapaz de ser utilizada para aquecimento ou preparo de alimentos. Além disso, as extremidades dos gravetos indicavam que eram utilizados de forma vertical no fogo, cobertos com gordura animal ou humana.
As pesquisas resultaram na descoberta de rituais realizados pelos “mulla-mullung”, os curandeiros do povo Gunaikurnai. Esses rituais foram descritos por um etnógrafo no século 19 e envolviam o uso dos mesmos gravetos encontrados na caverna de Cloggs, feitos da mesma madeira de casuarina e cobertos com gordura animal ou de canguru para manter a chama acesa durante as cerimônias.