Reservatório de água abandonado há 11 anos em Santo Cristo coloca em risco abastecimento de moradores e empreendimentos no Porto




Reservatório de Água no Morro do Pinto, Santo Cristo

Reservatório de Água no Morro do Pinto, Santo Cristo

Em 2013, os moradores do Morro do Pinto, no bairro de Santo Cristo, receberam com entusiasmo a notícia de que um novo reservatório de água seria construído para atender 500 mil moradores da Zona Portuária do Rio. Anunciada como uma obra milionária e um “grande feito” para as Olimpíadas (2016) e a Copa do Mundo (2014), a estrutura, no entanto, nunca entrou em operação e foi abandonada pelo poder público.

Onze anos depois, em abril deste ano, a Subsecretaria de Defesa Civil realizou uma vistoria no reservatório do Morro do Pinto. Técnicos identificaram que o concreto do teto do reservatório, sobre o qual foi construído um campo de futebol, apresenta problemas estruturais, incluindo “levantamentos” e “fissuras”. A Defesa Civil levantou a hipótese de possíveis acidentes.

Para resolver os problemas, o governo ativou um sétimo aditivo ao contrato com a OS responsável pela gestão da Vila Olímpica do Parque Machado de Assis, onde o reservatório está localizado. O Instituto Sessub, que já recebeu cerca de R$ 6,2 milhões para administrar o parque, receberá mais R$ 485 mil para realizar as obras estruturais necessárias, apesar de essa não ser originalmente sua competência. Este contrato de gestão terminou no último dia 1 de julho.

O início da operação do reservatório está previsto para 2025, sob a responsabilidade da concessionária Águas do Rio. Até lá, terão se passado doze anos desde que a prefeitura anunciou a conclusão da obra, que na época estava 91% completa, faltando apenas a conexão com a rede externa.

Enquanto isso, em fevereiro deste ano, moradores do Morro do Pinto e de outras localidades do bairro Santo Cristo relataram desabastecimento de água por cinco dias consecutivos. A situação tende a piorar com a chegada de novos moradores com os incentivos de empreendimentos no Porto. O bairro do Santo Cristo, que já possui oito condomínios em construção, está prestes a receber mais 12.000 moradores até 2027, exacerbando ainda mais a demanda por água.

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