Presidente Lula defende inclusão da carne na cesta básica com alíquota zero em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar de forma enfática nesta terça-feira (2) em relação à inclusão da carne na lista de produtos da cesta básica com alíquota zero. Durante uma entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Lula declarou que é necessário haver uma diferenciação entre os tipos de carne, destacando que aquelas consideradas mais nobres devem continuar sendo tributadas, enquanto as mais consumidas pela população no dia a dia deveriam ter isenção de impostos.

Lula enfatizou a importância de se colocar a carne na cesta básica, ressaltando que “você tem vários tipos de carne: tem carne chique, de primeiríssima qualidade, que quem consome ela pode pagar um impostozinho. Agora você tem um outro tipo de carne que é a carne que o povo consome.” O ex-presidente destacou que a definição final sobre a tributação das carnes está sendo discutida por pessoas importantes ligadas ao tema.

A proposta inicial do governo prevê uma isenção de 60% para as carnes, porém, Lula deixou claro que essa proposta não é irrevogável e pode sofrer alterações. Ele ressaltou a importância da sensibilidade dos parlamentares que estão trabalhando na política tributária, afirmando que, mesmo que a isenção não seja para todas as carnes, pelo menos um tipo de carne deveria ser contemplado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que as discussões sobre a regulamentação da Reforma Tributária estão avançadas e agora estão nas mãos do Congresso. Haddad se mostrou otimista com o andamento das negociações e destacou a importância da participação dos parlamentares nesse processo.

No Legislativo, dois projetos estão em pauta para tratar da regulamentação da Reforma Tributária: um sobre a unificação de cinco tributos com a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e outro sobre o Comitê Gestor e a distribuição das receitas para estados e municípios. O acordo é que essas propostas sejam votadas até o dia 17, antes do recesso parlamentar.

Sair da versão mobile