Durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (1), especialistas enfatizaram que é crucial não permitir que os potenciais riscos do uso da inteligência artificial impeçam o avanço do setor no Brasil. Durante o encontro, que ocorreu na Comissão Temporária sobre Inteligência Artificial no Brasil (CTIA), foram apresentadas sugestões para o marco legal nacional de IA, que está em fase de análise pela comissão. A expectativa é que um texto final seja apresentado antes do recesso parlamentar.
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente da comissão, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). Pontes defendeu a necessidade de um texto menos restritivo para o desenvolvimento da indústria de IA no Brasil, especialmente as pequenas empresas. Ele destacou a importância da segurança cibernética desde o início dos projetos de IA.
O presidente da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (Abria), Rodrigo Scotti, enfatizou que os projetos em análise na comissão podem impor obrigações que afetarão diversos setores produtivos do Brasil que já utilizam IA. Scotti propôs a revisão de certas exigências para permitir que microempresas e startups atuem com menos burocracia.