Um resultado surpreendente nas eleições parlamentares da França colocou a extrema-direita do partido Rassemblement National (RN) à frente dos rivais esquerdistas e centristas, incluindo a aliança Together do presidente Emmanuel Macron. De acordo com as pesquisas de boca de urna, o RN obteve cerca de 29% dos votos, liderando a disputa neste primeiro turno.
Os resultados da votação, que contaram com um alto índice de comparecimento, mostraram uma clara divisão política no país. A incerteza sobre a formação de um governo de coalizão entre o RN, anti-imigrante e eurocético, e Macron, pró-União Europeia, paira sobre o cenário político francês.
Agora, os partidos têm uma semana de negociações políticas antes do segundo turno, marcado para 7 de julho. A forma como as forças políticas se unirão em cada um dos 577 distritos eleitorais para o próximo turno determinará o desfecho final das eleições.
A convocação das eleições antecipadas pelo presidente francês causou agitação e incerteza política no país, impactando não apenas a França, mas também a Europa como um todo. A reação dos mercados financeiros à instabilidade política também foi notável, com a venda de ativos franceses.
O alto índice de participação na votação de domingo refletiu o engajamento do eleitorado diante da crise política que assola a França. No momento de maior atividade, cerca de 60% dos eleitores compareceram às urnas, um aumento significativo em relação a eleições anteriores.