Especialistas consultados pela Agência Brasil apontam que o debate não será marcado por discussões políticas de alto nível, mas sim por ataques pessoais e questões controversas. Espera-se que Trump explore as acusações de porte ilegal de arma contra o filho de Biden, Hunter, enquanto o democrata irá focar em condenações passadas do presidente, como a falsificação de documentos e acusações de suborno.
Além dos escândalos, os candidatos apresentam outras vulnerabilidades. Biden, considerado por alguns como “velho demais”, terá o desafio de se manter atento e articulado durante os 90 minutos de debate sem o auxílio de assessores. Já Trump, criticado pelo atentado ao Capitólio em janeiro, corre o risco de cometer algum deslize que possa prejudicar sua imagem.
A expectativa em torno do debate é grande, visto que poderá direcionar os temas centrais das campanhas eleitorais. Questões como a saúde, especialmente o Obamacare, programa de assistência à saúde para pessoas de baixa renda e idosos, podem ser pontos delicados para Trump, que se opõe a esse programa bem-avaliado e revitalizado por Biden.
Mesmo com a importância do debate, os especialistas acreditam que ele terá pouco impacto nas intenções de voto dos americanos. No entanto, será crucial para mobilizar as bases eleitorais de cada candidato. A transmissão do debate está prevista para alcançar cerca de 70 milhões de espectadores nos Estados Unidos.