Um levantamento realizado pela SBCM, com base em dados do Ministério da Saúde, aponta que as queimaduras de segundo grau são as ocorrências mais comuns, afetando principalmente os membros superiores, como mãos, punhos e braços, além de partes do rosto e olhos. Infelizmente, muitos desses acidentes podem ter desfechos graves, indo desde lesões permanentes até mesmo a morte, principalmente entre homens com idade entre 15 e 50 anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que anualmente cerca de 180 mil pessoas morrem em decorrência de queimaduras em geral, tornando essa condição a quinta causa mais comum de lesões não fatais na infância. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou quase 5 mil internações por queimaduras em apenas três meses, gerando uma média de 52 internações diárias. No entanto, durante todo o ano passado, foram contabilizadas 19.522 internações devido a esse tipo de lesão.
Durante as festas de São João, os fogos de artifício representam um grande perigo para as mãos, sendo frequentemente associados a explosões que provocam queimaduras graves e até mesmo amputações. Já nas fogueiras, ao serem acesas com materiais inflamáveis, como álcool, madeira seca ou papel, há riscos de estalos e estilhaços que podem ferir as mãos. Em casos de acidentes, é recomendada a limpeza da queimadura com água corrente por dez minutos, seguida da aplicação de compressas frias e, em situações graves, busca imediata por assistência médica.
Por isso, é fundamental seguir as orientações de segurança ao manipular fogos de artifício, manter distância segura das fogueiras, supervisionar crianças durante as festividades e não realizar procedimentos inadequados em casos de queimaduras. A prevenção e a conscientização são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de todos durante as celebrações juninas.