Renúncia inesperada de Macron após avanço da ultradireita nas eleições legislativas da União Europeia preocupa a prefeita de Paris





Decisão de Macron de dissolver o Parlamento preocupa prefeita de Paris

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, reagiu nesta segunda-feira (10) à decisão do presidente da França, Emmanuel Macron, de dissolver o Parlamento após a ultradireita avançar nas eleições legislativas da União Europeia.

Em uma visita a uma escola ao lado do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, a prefeita socialista classificou a medida como “extremamente preocupante”, considerando o momento próximo dos Jogos Olímpicos na capital francesa. No entanto, Hidalgo afirmou que “nada vai estragar” o grande evento esportivo que está por vir.

Com o bom desempenho do partido Reunião Nacional (RN), liderado pela ultradireitista Marine Le Pen, nas eleições para o Parlamento Europeu, a possibilidade de um primeiro-ministro de ultradireita em Paris se tornou um cenário real. Segundo projeções, o RN obteve 31,5% dos votos, ultrapassando significativamente a aliança do presidente Macron, que conquistou apenas 14,5%.

O resultado levou Macron a dissolver o Parlamento e convocar eleições para os dias 30 de junho e 7 de julho, pouco antes do início das Olimpíadas. Em uma declaração nas redes sociais, o presidente francês expressou confiança na capacidade do povo francês de fazer a escolha certa para o país e as gerações futuras.

Apesar das incertezas causadas pela decisão de Macron, tanto Bach quanto o presidente do Comitê Organizador de Paris-2024, Tony Estanguet, afirmaram que as eleições são parte do processo democrático e não devem afetar os preparativos para os Jogos Olímpicos.

No mercado financeiro, a decisão de Macron já gerou impacto – o euro estava em queda e a Bolsa de Paris registrava baixa, assim como outras bolsas europeias. No entanto, os investidores ressaltaram que as eleições parlamentares na França não devem ser comparadas com as eleições presidenciais.

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, também comentou sobre os resultados das eleições europeias, alertando para os perigos do nacionalismo e do ódio na Europa. A Alemanha, que viu o partido de extrema-direita AfD obter sucesso nas eleições, não está considerando uma eleição antecipada.


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