Essa medida foi tomada após o lançamento de um edital para a aquisição de novos equipamentos de gravação, que serão incorporados às fardas dos policiais. Com a aquisição, o número de câmeras deve passar de pouco mais de 10 mil para 12 mil, proporcionando uma cobertura mais abrangente e eficiente.
Entretanto, o novo edital traz algumas mudanças significativas no sistema de monitoramento. Agora, as câmeras não gravarão ininterruptamente toda a jornada de trabalho do policial, precisando serem acionadas pelo próprio agente ou de forma remota pelo comando da PM. Além disso, o tempo de armazenamento das imagens foi reduzido para 30 dias, o que gerou críticas de especialistas e entidades de defesa dos direitos humanos.
Especialistas afirmam que a extinção da funcionalidade de gravação ininterrupta compromete os resultados do programa e desperdiça recursos públicos. No entanto, o governo paulista defende que as mudanças são necessárias para adequar o sistema às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visando garantir o acesso aos recursos dos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional.
A portaria também prevê que os equipamentos devem ser acionados em praticamente qualquer atividade policial, desde o uso seletivo da força até o patrulhamento preventivo e atendimento a sinistros de trânsito. Com isso, a PM busca assegurar uma maior transparência e responsabilidade em suas ações, contribuindo para aprimorar a segurança e a confiança da população no trabalho policial.