Em entrevista, Sheinbaum afirmou que a equipe ainda está em processo de avaliação das propostas e que é fundamental que haja diálogo antes de qualquer decisão final. Críticos das reformas alertam para os possíveis impactos negativos, como a eliminação de órgãos de supervisão importantes, a interferência na independência judicial e o aumento da concentração de poder no Executivo.
A coalizão liderada pelo partido de esquerda Morena, de Sheinbaum, juntamente com o Partido Verde e o Partido Trabalhista, conseguiu uma maioria confortável no Senado, com 83 cadeiras garantidas de um total de 128. No entanto, essa maioria não é suficiente para promover as mudanças constitucionais necessárias.
Apesar disso, o Morena poderá negociar com outras legendas para obter os votos necessários. Na câmara baixa do Congresso, a coalizão governista deve contar com 372 assentos, o que também representa uma supermaioria.
A reportagem destaca a importância da cautela diante das discussões em andamento e ressalta a necessidade de um processo transparente e participativo para a tomada de decisões tão importantes para o futuro do país. Por enquanto, a incerteza sobre o desfecho dessas reformas constitucionais permanece.