Polêmica envolve caso de homem desaparecido em meio às inundações no Rio Grande do Sul
No último dia 22 de maio, um depoimento publicado no TikTok chamou a atenção das redes sociais. Angelica Riffel relatou a trágica história do desaparecimento e posterior falecimento de seu irmão Cleiton, que sumiu em 4 de maio na cidade de Eldorado do Sul, uma das mais atingidas pelas inundações no estado. Segundo a jovem, seu irmão foi encontrado morto por afogamento, após 17 dias de busca intensa.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, alcançando mais de 196 mil visualizações. Angelica também denunciou em suas redes sociais que o corpo de seu irmão estava em estado irreconhecível e que as autoridades estavam omitindo o número real de mortos nas enchentes. Outro irmão da vítima também se pronunciou, alegando que a família foi impedida de fazer o reconhecimento do corpo e que estavam sendo pressionados a autorizar o registro como “morte não identificada” para evitar um aumento nos registros de mortes por afogamento.
O Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul se pronunciou sobre o caso, explicando que em situações de enchentes, os corpos muitas vezes chegam em avançado estado de decomposição. Para agilizar o processo de liberação dos corpos e permitir que as famílias realizem os sepultamentos, a causa da morte é declarada como “indeterminada” até a conclusão dos exames complementares para investigar a morte com precisão.