Além da taxação dos super-ricos, Haddad pretende discutir com o papa temas como a tragédia climática no Rio Grande do Sul e o endividamento dos países mais pobres. Ele destacou a importância da recomendação brasileira no G20, ressaltando que a taxação dos super-bilionários seria mais eficaz em nível global.
Após o encontro com o papa, o ministro participará de uma conferência sobre a crise da dívida no Sul Global, onde ressaltará o compromisso do Brasil em buscar soluções para essa questão. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional e da Organização das Nações Unidas, muitos países em desenvolvimento estão enfrentando dificuldades em pagar suas dívidas externas, o que afeta diretamente investimentos em áreas como educação e saúde.
Outro ponto abordado por Haddad durante sua estadia na Itália foi a defesa do acordo Mercosul-União Europeia. O ministro enfatizou a importância desse acordo não apenas do ponto de vista econômico, mas também como uma maneira de fortalecer parcerias e defender valores como a democracia. A ratificação do acordo tem sido dificultada por protestos de agricultores europeus e pela oposição de países como a França.
Em resumo, a visita de Haddad à Itália é marcada pelo esforço em buscar apoio internacional para questões importantes para o Brasil, como a taxação dos super-ricos, a crise da dívida nos países em desenvolvimento e a defesa de acordos comerciais como o Mercosul-União Europeia. O ministro espera que essas discussões tragam benefícios tanto para o Brasil quanto para a comunidade internacional.