Professores da rede estadual do Rio fazem paralisação de 24h por aumento salarial em meio a greve nacional por educação






Professores da rede estadual do Rio de Janeiro fazem paralisação

Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Professores da rede estadual do Rio de Janeiro fazem paralisação de 24 horas

Profissionais da rede estadual do Rio de Janeiro realizaram uma greve de 24 horas nesta terça-feira (28/05) em protesto contra a falta de reajuste salarial para a categoria. Segundo o sindicato, os professores acumulam perdas salariais de 45,51% nos últimos dez anos.

Na manhã de hoje, às 9h, os professores se reuniram em uma assembleia no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), localizada na Rua Araújo Porto Alegre, no Centro do Rio. Também pela manhã, os docentes fizeram um ato na Alerj exigindo a aplicação do piso nacional do magistério.

A partir das 14h, a categoria se unirá aos profissionais das redes municipal e federal, juntamente com estudantes, em um protesto no Largo do Machado. Em seguida, os manifestantes marcharão em direção ao Palácio Guanabara para reivindicar a garantia das verbas da educação e o fim do Novo Ensino Médio, entre outras demandas.

Segundo estudo do Dieese, os salários dos profissionais de educação estadual têm hoje apenas 69,72% do poder de compra que tinham em julho de 2014. Isso coloca os professores e funcionários das escolas estaduais com um dos menores pisos do país.

Principais reivindicações da categoria:

  • Reajuste salarial
  • Cumprimento do acordo na ALERJ do pagamento das 2 parcelas de reajuste de 6,5% cada, referentes às perdas salariais de 2023 e 2024
  • Piso Nacional do magistério dentro do Plano de Carreira e Salário Mínimo Regional para os Funcionários Administrativos
  • Revogação do Novo Ensino Médio

O posicionamento do Governo do RJ

Segundo o governo estadual do Rio, a proposta de reajuste é inviável devido ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que limita os aumentos de gastos. O Estado também afirmou que nenhuma escola foi fechada por falta de docentes.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) justificou a dificuldade de aplicar o piso nacional ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

Em nota, a Seeduc declarou: “O Estado do Rio de Janeiro ajustou os salários dos magistrados para garantir que nenhum dos profissionais receba menos que o piso. A aplicação do piso nacional ao PCCS da categoria é inviável devido ao Regime de Recuperação Fiscal. O governador Cláudio Castro tem solicitado ao governo federal permissão para que a Educação não fique limitada pelos gastos impostos pelo Regime“.


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