Debate na Câmara dos Deputados discute relação entre crise climática e racismo ambiental em comunidades periféricas e minorias étnicas







Debate sobre Racismo Ambiental e Crise Climática na Câmara dos Deputados

28/05/2024 – 07:58

Rodolfo Oliveira/Agência Pará

Populações mais pobres são afetadas de forma desproporcional pelos impactos ambientais

As comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados debatem nesta terça-feira (28), às 11 horas, a relação entre crise climática e racismo ambiental.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) explica que o termo “racismo ambiental” é uma expressão cunhada pelo líder afro-americano de direitos civis Benjamin Franklin Chavis e destaca uma realidade em que populações periféricas e minorias étnicas, em especial as pessoas negras, enfrentam discriminação devido à degradação ambiental.

“Essa expressão demonstra que os impactos ambientais não são distribuídos igualmente, afetando de maneira desproporcional as comunidades historicamente marginalizadas e invisibilizadas. No Brasil, as consequências do racismo ambiental são profundas e conectadas ao legado colonial”, explica.

Segundo ela, o crescimento de comunidades em zonas de risco torna evidente a relação entre racismo ambiental e injustiça social. “A falta de políticas habitacionais, planejamento urbano e serviços públicos cria um ambiente propício para a coexistência com condições degradadas, afetando principalmente os mais desfavorecidos”.

O debate será realizado no plenário 9.

Da Redação – RL


Com a crescente preocupação global com o meio ambiente e a justiça social, a Câmara dos Deputados está promovendo um debate crucial sobre a interseção entre a crise climática e o racismo ambiental. As comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e de Legislação Participativa irão se reunir nesta terça-feira (28) para discutir como as populações mais pobres são desproporcionalmente afetadas pelos impactos ambientais.

A deputada Talíria Petrone, do Psol do Rio de Janeiro, destacou a importância do termo “racismo ambiental”, cunhado por Benjamin Franklin Chavis, líder afro-americano dos direitos civis. Segundo ela, essa expressão evidencia a discriminação enfrentada por comunidades periféricas e minorias étnicas, especialmente as pessoas negras, devido à degradação do meio ambiente.

Para Petrone, o Brasil não está imune a essas questões, com o racismo ambiental profundamente ligado ao legado colonial do país. Ela ressaltou que o crescimento de comunidades em áreas de risco destaca a ligação entre o racismo ambiental e a injustiça social, enfatizando a necessidade de políticas habitacionais, planejamento urbano e serviços públicos para abordar essas disparidades.

Este debate no plenário 9 da Câmara dos Deputados é fundamental para aumentar a conscientização sobre a importância de garantir que as políticas ambientais sejam equitativas e protejam as comunidades mais vulneráveis. A discussão sobre o racismo ambiental é essencial para promover a igualdade e a justiça ambiental em todo o país.

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