Na última semana, a Operação Murder Inc. trouxe à tona novos desdobramentos no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes. O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, foram presos durante a ação da Polícia Federal.
Após analisar o material apreendido, os investigadores encontraram pistas que ajudam a reconstituir detalhes importantes da dinâmica do crime e das tentativas de encobri-lo. A defesa dos irmãos Brazão ainda não se manifestou sobre o assunto.
De acordo com a PF, a estrutura da Polícia Civil do Rio foi utilizada para planejar o atentado que resultou na morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. Um inspetor da corporação chegou a pesquisar o nome do pai da vereadora nos sistemas da polícia, dias antes do crime. O ex-chefe da polícia, delegado Rivaldo Barbosa, também foi apontado como um dos envolvidos no plano de assassinato, mas negou qualquer participação.
O relatório produzido pela PF destaca a relação dos Brazão com a Polícia Civil, descrevendo-a como “simbiótica”. Além disso, aponta suspeitas de utilização de recursos da corporação para benefício pessoal e possível venda de informações em troca de propina.
O material apreendido resultou em novas solicitações de investigação por parte da PF, relacionadas a desvios de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro, sem ligação direta com o caso Marielle. Inclusive, uma advogada ligada à área dominada pela milícia no Rio procurou os defensores dos executores delatores do crime, demonstrando interesse nos autos do processo sigiloso.
Diante dos novos desdobramentos, a PF reforça a necessidade de aprofundar as investigações e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso, garantindo justiça e transparência à sociedade.
Fonte: Informações obtidas pela equipe jornalística.