A história de Joaquin: um jovem em busca de justiça social
Joaquin era um menino à frente do seu tempo. Era justo, se interessava por causas sociais e demonstrava preocupação com o aumento da violência armada no país. Em 14 de dezembro de 2017, no quinto aniversário do massacre de Sandy Hook [tiroteio que deixou 26 mortos na escola Sandy Hook, no estado americano de Connecticut], Joaquin repostou um tuíte que lamentava o fato de rifles AR-15 ainda serem permitidos no estado. Dois meses depois, o mesmo tipo de arma tiraria a vida dele.
Ele tinha sonhos, queria fazer grandes coisas na vida. Era apaixonado por esportes, especialmente por basquete. O nome “Change the Ref”, aliás, tem origem nessa paixão.
Joaquin acreditava que um árbitro – em inglês, “referee”, ou simplesmente “ref” – tinha que fazer um jogo justo e limpo, sem aceitar favores ou tratamentos especiais de nenhuma das partes. Um dia, ele discutiu com um árbitro e ficou fora de um jogo. Acreditamos que os políticos também são nossos árbitros. Se eles financiam mortes como a de Joaquin, ao receber dinheiro da NRA [Associação Nacional do Rifle] e da indústria de armas, é preciso “change the ref”, ou seja, trocar de líderes.
“Eu era muito próxima do meu filho. Conversávamos sobre tudo, não havia tabus entre nós. E ainda sinto a presença dele.”
Um dia, Joaquin se comunicou comigo através de uma amiga, que é médium. Disse que, toda vez que eu visse uma moeda em algum lugar, ele estaria lá. Uma vez, no aniversário do meu filho, me deparei com uma pilha de moedas no chão de uma loja. Fiquei em choque. Pensei: “Inacreditável. Como alguém derruba tantas moedas de uma só vez?”
“O propósito da minha vida, como mãe, é ajudar outras mulheres que passam pela mesma dor. Elas vêm até mim e dizem: ‘Obrigada por me dar força’. É gratificante.”