Atualização do Livro de Heróis e Heroínas da Pátria
O Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, um importante documento histórico que contém os nomes de homens e mulheres considerados fundamentais para a defesa ou a construção do Brasil, está desatualizado desde 2018. Com páginas de aço, o livro possui oito folhas no miolo e até então possuía 60 nomes registrados, sendo o último deles o de Miguel Arraes.
No entanto, nos últimos seis anos, o Congresso Nacional aprovou e sancionou 27 novos nomes para serem incluídos no livro. Heróis e heroínas como Irmã Dulce, Ulysses Guimarães, Luiz Gonzaga e Zilda Arns aguardam para fazer parte deste importante registro histórico.
O Governo do Distrito Federal é responsável pela atualização do livro, que é tombado e requer cuidados especiais. Uma licitação será lançada em junho para incluir mais dez chapas de aço e registrar os novos nomes, de acordo com informações da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.
Com a aceleração na aprovação de novos nomes após uma mudança na lei em 2015, que reduziu de 50 para 10 anos o período mínimo após a morte para que uma pessoa possa receber o título de herói da pátria, o livro precisa de uma ampliação para a inclusão desses novos registros.
O livro dos heróis e heroínas é mantido no Panteão da Pátria, em Brasília, um espaço cultural projetado por Oscar Niemeyer. Sua exposição no terceiro andar do prédio permite que qualquer pessoa possa manusear suas pesadas páginas de aço.
Recentemente, o Congresso Nacional tem debatido a inclusão do líder da Revolta da Chibata, João Cândido Felisberto, como herói. Apesar das controvérsias e opiniões divergentes, o reconhecimento de João Cândido é discutido como uma forma de homenagear aqueles que lutaram por seus direitos e pela cidadania no país.
A história do Livro de Heróis e Heroínas da Pátria ganha novos capítulos com a atualização necessária para incluir os novos nomes que ajudaram a moldar a história e a identidade do Brasil.