Comissão parlamentar investigará invasão de garimpeiros no território Yanomami, com integrantes favoráveis ao marco temporal de 1988.

Polêmica Comissão formada para investigar invasão de garimpeiros ilegais no território Yanomami

A Comissão formada por deputados federais tem gerado controvérsias devido à presença de parlamentares conhecidos por defenderem o garimpo. Os integrantes, que votaram a favor do marco temporal em maio de 2023, enfrentam críticas de organizações indígenas, que apontam a participação do grupo como um “escárnio e afronta ao sofrimento dos povos Yanomami e Ye’kuana”.

Entre os membros da Comissão estão Abilio Brunini, Capitão Alberto Neto, Coronel Assis, Coronel Chrisóstomo, entre outros. A única exceção é Gisela Simona, que não participou da votação do marco temporal. Esta tese jurídica coloca em questão os direitos territoriais dos povos originários, restringindo-os aos limites de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

A Terra Indígena Yanomami segue apresentando altos índices de mortalidade, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2023, foram registradas 363 mortes de indígenas no território, um ano após o início do mandato do presidente Lula (PT). A situação levanta preocupações e pedidos de ações mais efetivas para proteger a vida e a cultura dos povos Yanomami.

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