O Amapá, por exemplo, lidera a lista com 18% de déficit habitacional, seguido por Roraima (17,2%) e Amazonas (14,5%). Esses números refletem a situação precária de muitas moradias na região, onde diferentes famílias dividem residências ou o pagamento de aluguel representa um ônus excessivo para os moradores.
Cada estado apresenta um desafio específico em relação ao déficit habitacional. Enquanto no Amapá a habitação precária é a principal questão, no Amazonas a coabitação é o problema central, e em Roraima, o excessivo ônus com aluguel se destaca.
O pesquisador da Fundação João Pinheiro, Gabriel Lacerda, ressalta a importância de compreender as raízes desses problemas, diretamente relacionados à produção de moradias e ao padrão de urbanização. Muitas vezes, a falta de investimento em habitações adequadas acaba resultando em situações precárias, que afetam diretamente a qualidade de vida da população.
Além disso, a concentração de imóveis nas mãos de poucas pessoas, somada à grande quantidade de imóveis ociosos, contribui para agravar a crise habitacional. Tanto o Minha Casa, Minha Vida, quanto outras políticas públicas precisam ser revistas e ampliadas para atender a demanda por moradias dignas e acessíveis.
O Ministério das Cidades destaca a importância dos dados da pesquisa para embasar a política habitacional do governo federal e direcionar os recursos de forma mais eficiente. A retomada de investimentos no setor, por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida, é fundamental para enfrentar o déficit habitacional no país e garantir moradia adequada para a população de baixa renda.