Governador do Texas perdoa homem condenado por disparar contra manifestante armado em confrontoписPutin proíbe a entrada de cidadãos de países ocidentais no território russo





Em meio a uma confrontação, Perry disparou sua arma contra Garrett Foster, um manifestante branco de 28 anos, que legalmente portava um rifle AK-47.

Perry argumentou que disparou em legítima defesa, embora a Promotoria tenha considerado que foi ele próprio quem provocou a confrontação. Ele foi condenado a 25 anos de prisão, mas Abbott, atendendo ao clamor de grupos conservadores, anunciou no ano passado que buscaria perdoá-lo e solicitou a intervenção da Junta de Indultos e Liberdade Condicional do Texas.

Após a condenação, foram reveladas postagens racistas de Perry em suas redes sociais, comparando os manifestantes a animais ou macacos, e mensagens expressando seu desejo de matá-los.

Nesta quinta-feira, “após uma análise detalhada das informações coletadas”, a Junta de Indultos informou que “votou unanimemente para recomendar um perdão total e a restauração dos direitos de [porte e uso de] armas de fogo” de Perry, hoje com 37 anos.

“O Texas tem uma das leis de autodefesa ‘Stand Your Ground’ [Defenda Sua Posição] mais rígidas, que não pode ser anulada por um júri ou um promotor de distrito progressista”, disse Abbott em comunicado. “Agradeço à Junta por sua investigação minuciosa e aprovo sua recomendação de indulto”, acrescentou.

Sua decisão foi apoiada pelo procurador-geral do Texas, o conservador Ken Paxton, que afirmou na rede social X que o movimento BLM “aterrorizou” o país em 2020.


O caso envolvendo Perry e Garrett Foster ganhou destaque novamente nesta quinta-feira, quando a Junta de Indultos e Liberdade Condicional do Texas votou unanimemente a favor de recomendar um perdão total e a restauração dos direitos de armas de fogo de Perry. O incidente ocorreu durante uma confrontação em que Perry disparou sua arma contra o manifestante branco de 28 anos, que portava um rifle AK-47.

Perry alegou legítima defesa, mas a Promotoria afirmou que ele foi o responsável por provocar a situação. Mesmo após ser condenado a 25 anos de prisão, o governador do Texas, Abbott, expressou seu desejo de perdoá-lo, atendendo aos apelos de grupos conservadores.

Posteriormente, surgiram postagens racistas nas redes sociais de Perry, em que ele comparava os manifestantes a animais e expressava vontade de matá-los. Essas mensagens levantaram questionamentos sobre o caráter do acusado e geraram controvérsias em relação ao perdão concedido pela Junta de Indultos.

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, endossou a decisão de Abbott, afirmando que o movimento BLM havia “aterrorizado” o país em 2020. Com a recomendação de perdão da Junta de Indultos, Perry terá seus direitos restaurados e poderá portar e utilizar armas de fogo novamente. A decisão reforça a rigidez da lei de autodefesa no Texas, que não pode ser contestada por júris ou promotores progressistas.

Em meio a debates sobre racismo, direitos individuais e segurança pública, o perdão concedido a Perry despertou diferentes posicionamentos na sociedade texana, evidenciando a complexidade de questões relacionadas ao sistema judicial e à legislação de autodefesa no estado.

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