Tragédia no Rio Grande do Sul reflete impacto das mudanças climáticas
A tragédia que assola o Rio Grande do Sul é um reflexo dramático dos eventos extremos exacerbados pelas mudanças climáticas, causadas pelos seres humanos. As inundações são só um dos exemplos desses eventos, que assim como as secas e os incêndios florestais têm se tornado mais frequentes e mais severos em diferentes partes do mundo.
No cenário atual, é urgente mitigar as emissões de gases de efeito estufa e adaptar as cidades com infraestrutura adequada para absorver os choques climáticos. Cientistas alertam há décadas sobre os impactos das mudanças climáticas, sendo que quase 80% dos cientistas do IPCC projetam um aquecimento global de pelo menos 2,5°C, com consequências semidistópicas.
No Brasil, a situação é preocupante. Enquanto os municípios do sul do país lutam para se recuperar da tragédia, o Congresso avança com um “pacote de destruição” ambiental que fragiliza as proteções existentes. Essa desconexão entre a gravidade da emergência climática e as ações políticas é um obstáculo ao progresso sustentável.
É essencial que haja um alinhamento entre os poderes do Estado para garantir um futuro seguro para as próximas gerações. Políticas públicas voltadas para a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental são fundamentais para enfrentar a crise climática e liderar esforços globais, como a COP30.
O momento atual exige uma liderança responsável e um compromisso renovado com políticas baseadas na ciência. Com as eleições se aproximando, é fundamental que a sociedade cobre dos líderes políticas que garantam um mundo habitável e próspero para as futuras gerações.