Em nota divulgada na noite de domingo (7), a Intelis não forneceu outras informações além desta. Consultada pela Agência Brasil a respeito da gravidade das supostas ameaças, a entidade explicou que, por razões de segurança, está impedida de detalhar as conclusões a que os servidores chegaram após monitorar diversas situações e projetar diferentes cenários. Além disso, os servidores da agência informaram às autoridades de segurança competentes sobre as eventuais ameaças e suas conclusões.
A nota da Intelis defende a atuação dos servidores da Abin, apresentando um resumo das atividades de inteligência realizadas para “proteger as instituições democráticas e o processo eleitoral” no Brasil. A entidade alega que os servidores prestam apoio técnico especializado à Justiça Eleitoral e atuam ativamente no combate a tentativas de interferência no processo eleitoral, incluindo o monitoramento da possibilidade de ataques cibernéticos e de divulgação de informações falsas.
A associação assegura que a atuação dos servidores da Abin, em parceria com outros órgãos públicos, “antecipou e evitou que as eleições no país ficassem vulneráveis a ataques de atores interessados em descredibilizar o robusto processo eleitoral brasileiro”. Além disso, a nota menciona o monitoramento de grupos extremistas por servidores da Abin.
A Intelis acrescenta que, mesmo após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, os servidores da Abin seguiram monitorando os desdobramentos do processo eleitoral, “pois já estavam previstos inconformismos e atos violentos por uma minoria de eleitores insatisfeitos com os resultados da eleição”.
A entidade conclui afirmando que, mesmo diante de ataques de atores mal-intencionados, seguem trabalhando incansavelmente para garantir a segurança das instituições democráticas e do processo eleitoral no Brasil. A Agência Brasil consultou a Abin, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e aguarda manifestações desses órgãos públicos.