Membro fundador da Coligação Pare a Guerra convoca sociedade civil para reforçar protestos em favor dos palestinos em Gaza.



Protestos em solidariedade aos palestinos ganham força

Chris Nineham, membro fundador da Coligação Pare a Guerra, informou que se um cessar-fogo permanente não for negociado até 13 de janeiro, será necessário reforçar os protestos e incentivar toda a sociedade civil a ocupar as ruas.

“É absolutamente crucial, não apenas que as manifestações continuem, mas que sejam fortalecidas, aprofundadas e ampliadas, a fim de maximizar a pressão, não apenas sobre os israelenses, como também sobre os governos de todo o mundo para que parem de conspirar na carnificina que os israelenses estão causando”, afirmou Nineham ao Middle East Eye.

Vale lembrar que as entidades organizadoras foram as responsáveis por liderar os protestos contra a guerra do Iraque de 15 de fevereiro de 2003, que ocorreram em mais de 600 cidades. Na ocasião, a mobilização contou com o apoio da Associação Muçulmana da Grã-Bretanha (Muslim Association of Britan), o Fórum Palestino na Grã-Bretanha (Palestinian Forum in Britain) e a Campanha pelo Desarmamento Nuclear (Campaign for Nuclear Disarmament).

Os atos em solidariedade aos palestinos em Gaza têm ocorrido durante várias semanas por todo o mundo, chegando a formar concentrações massivas nas principais ruas de capitais ocidentais como Londres, Paris e Washington.

No entanto, em muitas das ocasiões, como é o caso do Reino Unido, autoridades condenaram os protestos e usaram força policial, acusando os manifestantes de propagarem “discursos de ódio”. Já na França, o tribunal superior do país proibiu os atos em apoio à causa palestina, enquanto nos Estados Unidos, políticos deixaram explícito seu apoio a Israel, apesar do crescente número de mortos em Gaza.

Ainda assim, as organizações que definiram a ação global para o dia 13 de janeiro entendem que as manifestações são uma ferramenta fundamental para pressionar Israel.

“O movimento de solidariedade em todo o mundo mobilizou milhões de pessoas para as ruas exigindo um cessar-fogo permanente. Precisamos intensificar esta pressão coordenando ações em todo o mundo”, afirmou a PSC.


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