As pistolas lideram a lista de armas registradas, com 14.277 cadastros em 2023, seguidas pelas espingardas, com 2.309 registros, e rifles com 2.215. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, destacou a queda nos registros de armas por civis e também a diminuição do número de crimes violentos letais intencionais como uma combinação relevante para o país.
Essa redução no cadastro de novas armas de fogo está alinhada às medidas adotadas pelo governo federal para tentar desarmar a população e reduzir a violência. Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduziu o número de armas e munições em posse de civis e aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre armas de fogo, munições e aparelhos semelhantes.
Segundo a gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Natália Pollachi, a redução nos registros é explicada principalmente pela política mais restritiva. Ela destacou que os decretos emitidos pelo governo anterior facilitavam o acesso às armas de fogo, levando a uma corrida para registrar novas armas em 2022. No entanto, o novo governo suspendeu novos registros para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores, o que pode ter levado muitas pessoas a esperar para ver quais seriam as novas normas e calibres permitidos.
Pollachi ressaltou a importância da fiscalização das pessoas que já têm armas de fogo e sugeriu a implementação de um programa de recompra com valores atraentes para aqueles que desejam se desfazer das armas. Ela também destacou a necessidade de investimentos proporcionais na Polícia Federal para que ela possa se empenhar na fiscalização e transferência de banco de dados do Exército.
Portanto, a queda nos registros de armas de fogo e a política de maior restrição às armas são positivas para o país, mas ainda é necessário melhorar a fiscalização e implementar um programa de recompra adequado para garantir a segurança e o controle de armas no Brasil.