A Vigilância em Saúde e o Instituto de Vigilância Sanitária do Rio (IVISA-Rio), órgãos da Secretaria Municipal de Saúde, já iniciaram uma apuração epidemiológica para identificar as marcas dos produtos usados pelos pacientes e em quais estabelecimentos os penteados foram feitos ou os produtos adquiridos.
Segundo informações da diretora do Hospital Souza Aguiar, Paula Travassos, a maioria dos pacientes apresenta quadros graves de conjuntivite ou ceratite química causadas pelo contato com a pomada. Os principais sintomas apresentados são coceira nos olhos, vermelhidão, irritação, ardência, inchaço e, nos casos mais graves, visão turva e até cegueira temporária.
A preocupação da diretora para o próximo fim de semana é ainda maior, pois a situação pode piorar devido ao Réveillon, e muitas pessoas terminam a noite mergulhando no mar. Além disso, há previsão de chuva para a tarde do dia 31, o que aumenta o risco de que a água da chuva com o produto químico escorra para os olhos daqueles que utilizaram as pomadas modeladoras.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização e uso de algumas marcas de pomadas em todo o Brasil, devido à presença de insumos em sua composição que são considerados nocivos à saúde, como aqueles que causaram a intoxicação ocular nessas vítimas.
O IVISA-Rio orienta que as pessoas adquiram e utilizem apenas produtos regularizados junto à Anvisa, disponíveis para consulta em um link informado pelo órgão. A agência continua sua investigação para identificar as marcas dos produtos envolvidas e tomar as medidas cabíveis para evitar novos incidentes. Enquanto isso, as vítimas desses casos de queimaduras nas córneas causadas pela pomada modeladora de cabelos seguem em tratamento médico, com a esperança de uma recuperação completa de sua visão.