Os principais suspeitos são também adolescentes, que estudam em um colégio particular da cidade. Eles teriam utilizado um aplicativo de inteligência artificial para criar as imagens e compartilhá-las nas redes sociais. A gravidade do caso resultou na execução de mandados de busca e apreensão, para recolher celulares e computadores dos envolvidos, pela Polícia Civil no mesmo dia da audiência.
A juíza responsável pelo caso, Vanessa Cavalieri, enfatizou a importância da supervisão dos pais sobre o uso de tecnologias por crianças e adolescentes. Ela recomendou a proibição do uso de celulares em ambientes escolares, incluindo os intervalos recreativos, como medida para prevenir casos semelhantes no futuro.
A discussão sobre a proibição ou restrição do uso de celulares em escolas tem sido pauta de debates no Rio de Janeiro. O Fórum Nacional da Justiça da Infância e Juventude (FONAJUV) defende a lei que proíba o uso de celulares em ambiente escolar e a encaminhou ao Senado Federal. A prefeitura do Rio de Janeiro também lançou uma consulta pública para discutir a ampliação da restrição desses aparelhos, que hoje estão proibidos nas salas de aula, para incluir o recreio e os intervalos.
No entanto, pedagogos questionam a eficácia da medida e destacam os aspectos positivos do uso da tecnologia em favor do ensino e dos debates sociais. Eles argumentam que a proibição pode negligenciar esses benefícios e restringir o acesso dos alunos a ferramentas importantes para o aprendizado. A discussão em torno desse tema certamente continuará, à medida que a tecnologia segue evoluindo e se tornando parte essencial da vida moderna.