Enquanto a bolsa comemorava os recordes, o mercado de câmbio teve um desempenho mais morno. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,914, com uma queda de apenas 0,07%. O embalo inicial do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que indicou a intenção de cortar 0,75 ponto percentual ao longo de 2024, foi reduzido pela derrubada do veto à desoneração da folha de pagamentos pelo Congresso. Esta medida causou algum receio nos investidores, que temem o impacto fiscal da decisão.
Apesar do entusiasmo geral nos mercados internacionais, o anúncio da derrubada do veto à desoneração da folha de pagamentos pelo Congresso foi uma mancha negativa para o mercado financeiro brasileiro. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida poderá fazer a Previdência Social deixar de arrecadar R$ 25 bilhões em 2024.
O corte de 0,5 ponto na taxa Selic decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anunciou ainda a intenção de manter o ritmo das reduções nos primeiros meses de 2024, animou os investidores da bolsa de valores. No entanto, não teve um grande impacto no mercado de câmbio.
Por fim, é importante ressaltar que o dólar não seguiu a euforia internacional e fechou o dia com uma pequena queda após a derrubada do veto à desoneração da folha de pagamentos. O mercado financeiro, tanto nacional quanto internacional, continua sendo influenciado por uma série de fatores, incluindo as expectativas de queda de juros nos Estados Unidos e no Brasil, as decisões dos bancos centrais e as medidas fiscais adotadas pelos governos.