Desde a guerra de 1967 entre Israel e os países árabes vizinhos, Israel ocupa a Cisjordânia, região que os palestinos querem como o núcleo de um futuro Estado independente.
Israel construiu assentamentos judaicos, considerados ilegais pela maioria dos países, em todo o território. Israel contesta isto, citando laços históricos e bíblicos com a terra. Vários dos seus ministros vivem em assentamentos e são favoráveis à sua expansão.
Desde 7 de outubro, a Cisjordânia tem registrado um aumento nos ataques de colonos judeus contra palestinos, que já atingiram o máximo dos últimos 15 anos este ano, antes do ataque do Hamas.
A Praça da Manjedoura de Belém, um grande espaço pavimentado em frente à Igreja da Natividade, que normalmente serve como ponto focal para as celebrações do Natal, estava silenciosa e quase vazia, assim como as ruas próximas, onde a maioria das lojas de souvenirs estavam fechadas.
Rony Tabash, que vende crucifixos, imagens da Virgem Maria e outros itens religiosos na loja de sua família, estava arrumando prateleiras e mercadorias para passar o tempo.
“Estamos há quase dois meses sem nenhum peregrino, nenhum turista”, disse ele, acrescentando que mantém a loja aberta como forma de evitar o desespero. “Queremos sentir que tudo voltará, como se fosse uma vida normal.”