A posição de Lula em relação ao acordo é acompanhada por outros líderes internacionais. Durante a 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima (COP28), o presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou-se contrário a um acordo. No entanto, o próprio Lula demonstrou esperança na conclusão do acordo, que já está em negociação há mais de 20 anos.
Ao longo dos anos, as negociações entre os blocos econômicos têm avançado, mas ainda existem pontos a serem pactuados. Apesar de um anúncio de conclusão geral do acordo em 2019, nem todos os pontos foram acordados e, para que o tratado entre em vigor, será preciso a ratificação e internalização por cada um dos Estados integrantes dos blocos. Isso implica que o acordo terá que ser aprovado pelos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos, um processo que demandará tempo.
Recentemente, durante a Cúpula do Mercosul, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também demonstrou otimismo em relação ao fechamento de um acordo “muito em breve”. Essas declarações indicam que as negociações continuam avançando, mas que ainda há um longo caminho a percorrer para que o acordo seja concretizado.
Portanto, diante dos posicionamentos de Lula, líderes internacionais e autoridades dos países envolvidos, a conclusão e efetiva entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul ainda é uma questão em aberto, sujeita a um complexo processo de negociação e tramitação nos diversos países envolvidos.