Ordem de Silêncio Imposta pelo Juiz Arthur Engoron
No dia 3 de outubro, o juiz Arthur Engoron tomou a decisão de impor uma ordem de silêncio depois que o ex-presidente Donald Trump acusou a principal assessora do magistrado, em uma postagem na sua rede social Truth Social, de possuir preferências políticas. A acusação resultou em uma inundação de ameaças por parte dos seguidores do ex-presidente, afirmou Engoron.
Posteriormente, o magistrado também restringiu os comentários dos advogados de Trump sobre seus assessores.
Nesta segunda-feira, o advogado de Trump, Clifford Robert, pediu à corte conhecida como Divisão de Apelação que permita a Trump apelar contra o restabelecimento da ordem de silêncio na Corte de Apelações, que tem sede em Albany.
Robert alegou que a restrição viola as Constituições dos EUA e de Nova York, ao impedir Trump de exercer o direito da Primeira Emenda de realçar graves preocupações levantadas pelas atividades públicas e partidárias da principal assessora do juiz Engoron durante o atual julgamento.
Um porta-voz do gabinete da procuradora-geral de Nova York, que foi quem acusou Trump e a empresa imobiliária de sua família, não quis comentar o pedido do ex-presidente.
Por fim, Trump, líder da corrida pela indicação republicana para a eleição presidencial de 2024, foi acusado nesse processo de inflar seu patrimônio líquido em bilhões de dólares para enganar credores e seguradoras. O julgamento diz respeito ao tamanho das indenizações, pois Engoron já decidiu que os balanços financeiros do ex-presidente eram fraudulentos.