Esses 20 projetos foram apoiados por meio do Programa Inova e abordam diferentes questões relacionadas à saúde indígena em diversas comunidades pelo país. Além destes, 17 projetos ainda estão em andamento. O desenvolvimento desses projetos iniciou-se em 2019 e conta com a participação ativa de lideranças indígenas.
O seminário, intitulado “Avanços e Desafios da Saúde Indígena no Brasil: Contribuições dos projetos da parceria Fiocruz/Sesai,” teve início nesta terça e terá duração até a quinta-feira (30), acontecendo na sede da Fiocruz. O vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Hermano Castro, destacou que temas como agroecologia, cozinha solidaria, fitoterapia e plantas medicinais têm raízes na tradição e ancestralidade dos povos indígenas.
O evento também abordou questões delicadas, como a exploração ilegal do ouro, a utilização de mercúrio nos rios da Amazônia, desnutrição, insegurança alimentar e avanço do agronegócio em territórios indígenas. Além disso, o seminário visa promover a troca de experiências e saberes, discutir temas estratégicos para a saúde indígena, e debater as contribuições dos projetos para o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).
O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destacou o papel crucial da Fiocruz no fortalecimento da saúde indígena. Ele também ressaltou que, durante o último dia do seminário, será lançado um documento contendo reflexões sobre as pesquisas realizadas, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e as políticas públicas que impactam a saúde indígena no Brasil.
Este seminário representa um marco importante no debate e na promoção da saúde indígena no Brasil, fornecendo um espaço fundamental para a discussão de questões fundamentais e o compartilhamento de conhecimentos e experiências neste campo crucial da saúde pública.