Discurso de Gilmar Mendes no Senado
No dia 24 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, fez um discurso impactante em reação à aprovação da PEC que limita as decisões individuais dos ministros do STF. Nesse discurso, Mendes direcionou um recado ao Legislativo e às Forças Armadas, provocando debates e polêmicas.
O ministro destacou a falta de regulamentação da participação política dos militares, mesmo após ataques recentes às instituições democráticas, como as investidas golpistas de 8 de janeiro. Mendes utilizou um tom irônico ao afirmar que a grande ameaça à democracia no Brasil seria o STF, o que levantou discussões sobre a relação entre os poderes e o papel das Forças Armadas na política nacional.
A PEC dos Militares, discutida desde o governo Lula, também foi abordada por Mendes. Ele destacou a morosidade na tramitação da proposta, que acabou sendo desidratada e deve determinar apenas a transferência para a reserva dos militares que desejem disputar eleições. A postura crítica do ministro em relação à demora na regulamentação da participação política dos militares trouxe à tona questões importantes sobre a atuação das Forças Armadas no cenário político brasileiro.
Além disso, Mendes reagiu à aprovação da PEC que afeta o STF, enfatizando que a corte não se submeterá a um “tacão autoritário”. Ele refutou as críticas, chamando os patrocinadores da PEC de “pigmeus morais” e reforçou a postura firme dos ministros frente às tentativas de limitar suas decisões.
A fala de Gilmar Mendes gerou repercussão e colocou em destaque questões fundamentais para a democracia brasileira, como a separação dos poderes e a participação política das Forças Armadas. O discurso levanta debates importantes no cenário político nacional e reforça a importância do papel do STF na defesa da democracia e da constitucionalidade no país.