Especialistas apontam falta de qualificação e concentração de centros de tratamento como desafios para pacientes com doenças genéticas.




Especialistas debatem dificuldades no diagnóstico de doenças genéticas

No último encontro da Comissão de Direitos das Pessoas com Doenças Raras (CASRARAS), especialistas se reuniram para discutir a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica. O debate apontou a falta de qualificação dos profissionais de saúde e a concentração dos centros de tratamento no Sudeste e Sul como os principais obstáculos no atendimento a pacientes com doenças genéticas.

Representando o Ministério da Saúde, Natan Monsores anunciou que a partir do início de 2024 a rede de ambulatórios para doenças genéticas será ampliada em todo o país. Essa medida tem como objetivo minimizar as dificuldades de acesso ao diagnóstico e tratamento enfrentadas por pacientes em regiões menos favorecidas.

A presidente da CASRARAS, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), ressaltou a importância do debate e destacou a necessidade de políticas públicas que garantam o cuidado adequado para pessoas com doenças genéticas. “É fundamental que o Estado atue de forma eficiente para oferecer assistência especializada e equalizar o acesso a tratamentos inovadores em todas as regiões do país”, afirmou a senadora.

Os especialistas presentes enfatizaram a importância da capacitação de profissionais de saúde, tanto para o diagnóstico precoce quanto para o acompanhamento contínuo de pacientes com doenças genéticas. Além disso, ressaltaram a necessidade de investimentos em pesquisa e inovação tecnológica para o desenvolvimento de novas terapias e medicamentos.

De acordo com dados apresentados durante o encontro, a desigualdade na distribuição de centros de referência em genética clínica no país contribui para a dificuldade de acesso aos serviços especializados. A concentração desses centros no Sudeste e Sul acarreta em longas jornadas de viagem para pacientes de outras regiões, aumentando o sofrimento e as dificuldades enfrentadas por essas pessoas e suas famílias.

A ampliação da rede de ambulatórios para doenças genéticas é vista como um passo fundamental para a melhoria do atendimento e a redução das disparidades regionais. A iniciativa do Ministério da Saúde foi recebida com otimismo pelos participantes do encontro, que destacaram a importância de um planejamento eficiente e da destinação adequada de recursos para a efetiva implementação desse projeto.


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