Um dos membros do grupo, o comerciante Hasan Rabee, de 30 anos, usou as redes sociais para se despedir de sua mãe antes da viagem. Emocionado, ele lamentou a difícil decisão de deixá-la para trás, especialmente por ela e seus dois irmãos estarem em condições precárias. Hasan expressou esperança de que uma segunda lista de autorizações seja emitida para permitir que seus parentes também deixem o local.
Em um vídeo compartilhado com a Agência Brasil, Hasan mostrou o grupo a bordo de um ônibus em direção a Rafah, que fica a aproximadamente 10 quilômetros de distância de Khan Yunis. No entanto, ao chegar na fronteira, ele relatou que a passagem ainda estava fechada. Segundo Hasan, as ambulâncias ainda não haviam chegado para transportar os feridos, e sem a chegada desses, ninguém poderia viajar. Ele também informou que o horário na Faixa de Gaza está cinco horas à frente do horário de Brasília.
Se nenhum novo problema surgir nesta sexta-feira, é possível que os brasileiros consigam finalmente cruzar para o Egito. A fronteira de Rafah já foi fechada duas vezes nos últimos dias, primeiro devido a um ataque israelense a um comboio de ambulâncias que se dirigia ao local, e depois por “questões de segurança”, segundo informações dos Estados Unidos.
Apesar das dificuldades enfrentadas, a expectativa é de que os brasileiros consigam finalmente deixar a Faixa de Gaza e seguir para o Egito, após dias de espera angustiante.