A suspensão do julgamento foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, após a defesa do réu apresentar uma petição alegando que o acusado não estava presente no local em que a sentença alega que ele esteve. A defesa de Eduardo Zeferino Englert argumentou que o réu não foi visto no acompanhamento montado em frente ao quartel do Exército, em Brasília, onde parte dos manifestantes se concentraram.
Segundo a petição, o réu estava no Palácio do Planalto, onde foi preso, para se proteger das bombas de gás atiradas pela polícia para dispersar os invasores. Os advogados do réu também apontaram um laudo pericial que supostamente confirma a versão do réu e contradiz o relato feito na sentença de Moraes.
Na decisão que condenou Eduardo Zeferino, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a participação do réu nos protestos estava comprovada por depoimentos de testemunhas e vídeos feitos pelo próprio acusado.
O julgamento foi suspenso devido a essa divergência e será retomado na próxima semana. Além disso, a Corte está prestes a concluir o julgamento de outros cinco réus acusados de participar dos eventos do 8 de janeiro. Até o momento, 20 réus já foram condenados pelas ações de vandalismo que ocorreram na sede do STF, no Congresso e no Palácio do Planalto.
Ainda resta aguardar para ver como o Supremo Tribunal Federal decidirá sobre o destino do réu que contesta a condenação, mas a retomada do julgamento certamente trará mais debates e discussões sobre a participação do acusado nos eventos de janeiro.