DestaqueUOL

Cartéis da mídia atacam Rafael Correa e comprometem a liberdade de imprensa

Na última quinta-feira (5), a Agência ComunicaSul teve acesso a informações sobre a situação da mídia no Equador, onde os cartéis midiáticos têm atuado incessantemente contra o ex-presidente Rafael Correa. Durante o seu governo, Correa conseguiu encurralar esses poderes constituídos, uma ação que não foi perdoada pela velha imprensa.

Sob a presidência de Correa, foi aprovada uma lei de comunicação que garantia o direito de resposta e a réplica, e os meios de comunicação tinham a obrigação legal de dar espaço ao contraditório. Esse avanço incomodou a imprensa tradicional, que costumava propagar barbaridades sobre o governo. Agora, no entanto, as coisas mudaram.

Com Lenin Moreno e a nova regulamentação da lei de meios de comunicação, o direito de resposta foi praticamente eliminado. Os veículos de comunicação agora têm a liberdade de desenvolver o seu próprio código de ética, o que tem gerado consequências prejudiciais para a sociedade equatoriana.

O sindicalista Ramiro Ibarra criticou veementemente a traição de Moreno ao correísmo e afirmou que ele se entregou à extrema-direita. Ibarra denunciou que, a partir dessa capitulação, os grandes empresários passaram a administrar tudo no governo, o que teve graves repercussões para o mercado de trabalho e o cotidiano das empresas. Foram criadas 11 novas formas de contratação precária e os poderes fáticos recuperaram a sua força.

Além disso, a imprensa também não tem cumprido o seu papel social. Os cartéis midiáticos estão a serviço de interesses particulares e perderam o seu compromisso com a sociedade equatoriana. Isso fica evidente na cobertura das eleições presidenciais, onde os institutos de pesquisa têm manipulado informações para vender ilusões aos eleitores.

Ibarra também criticou a forma como as entrevistas são conduzidas, afirmando que as perguntas são feitas já com a resposta incluída. Ele ressaltou a importância de escolher um destino diferente para o Equador, onde o crime organizado e o tráfico de drogas não dominem o Estado. O país merece um estilo de vida melhor, mas precisa superar os obstáculos impostos pelos poderes instituídos.

A ComunicaSul continuará cobrindo as eleições presidenciais no Equador com o apoio de várias entidades, incluindo jornais, sindicatos e federações. É importante destacar que as opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor. A reprodução do texto é permitida, desde que a fonte e os apoiadores sejam citados.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo