O desempenho positivo da balança comercial se deve principalmente à queda nas importações de combustíveis e ao aumento da safra recorde de grãos. No mês de setembro, as exportações totalizaram US$ 28,431 bilhões, o que representa um aumento de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações apresentaram uma queda de 17,6%, totalizando US$ 19,527 bilhões.
A safra recorde de grãos e o aumento da produção de petróleo foram os principais fatores que impulsionaram as exportações brasileiras. Apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, como a soja, o aumento no volume exportado compensou essa redução. Nas importações, a queda nos preços do petróleo e de derivados foi o principal responsável pela redução.
O setor agropecuário foi o que mais se destacou nas exportações, impulsionado pela safra recorde de grãos. As exportações de animais vivos, soja e milho não moído foram as que mais cresceram. Já na indústria extrativa, os principais aumentos foram registrados nos minérios de cobre e concentrados e no petróleo bruto. Por outro lado, a indústria de transformação registrou quedas nas exportações de carne bovina, celulose e gorduras e óleos vegetais.
Em relação às importações, os principais recuos foram observados nos produtos agropecuários, como milho não moído e látex, borracha natural, na indústria extrativa, como gás natural e óleos brutos de petróleo, e na indústria de transformação, como compostos organo-inorgânicos e adubos ou fertilizantes químicos.
Apesar da desvalorização das commodities, o governo revisou para cima a projeção de superávit comercial para 2023. Agora, estima-se um saldo positivo de US$ 93 bilhões, contra a projeção anterior de US$ 84,7 bilhões. Segundo o MDIC, as exportações devem se manter estáveis neste ano, enquanto as importações devem apresentar uma queda de 11,5%.
As previsões do governo estão mais otimistas que as do mercado financeiro, que projeta um superávit de US$ 72,1 bilhões para este ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central.
Em resumo, a balança comercial brasileira apresentou um desempenho positivo em setembro, com um superávit recorde para o mês. A queda nas importações de combustíveis e a safra recorde de grãos impulsionaram as exportações, enquanto a redução nos preços de algumas commodities e do petróleo contribuíram para a queda das importações. O governo revisou para cima a projeção de superávit comercial para 2023, mostrando confiança na recuperação da economia brasileira.