Vigia do Hospital Casa São Bernardo sofre agressões racistas e físicas por acompanhante de paciente no Rio de Janeiro

O vigia Otoniel da Silva Lopes, de 42 anos, relata ter sido vítima de ofensas racistas por parte de uma mulher no Hospital Casa São Bernardo, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite de domingo (3). Vídeos gravados por testemunhas mostram as agressões da suspeita, que incluíram empurrões e tapas no rosto.

Segundo Otoniel, por volta das 21h50, Ana Cláudia Arantes Cardoso estacionou seu veículo em uma vaga destinada às ambulâncias. Após serem solicitados a retirar o carro, os agentes de segurança afirmam que ela se recusou a acatar a ordem. “Quando eu fiz a solicitação, ela tirou o veículo, mas o jogou em cima de mim. Quase me atropelou e quebrou os cones que fazem a sinalização”, explicou o vigia.

De acordo com o relato registrado na Polícia Civil, a suspeita retornou minutos depois ao hospital e começou a discutir com as pessoas na recepção. Ana Cláudia alegou ter sido assaltada e acusou os seguranças da unidade pelo crime. Otoniel tentou intervir e foi agredido física e verbalmente, sendo chamado de “preto, marginal, favelado, safado”.

A Polícia Militar foi acionada e uma equipe se dirigiu ao local para atender a ocorrência. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca) e está em investigação para esclarecer os acontecimentos. A audiência de custódia de Ana Cláudia está marcada para hoje no Tribunal de Justiça.

O Hospital Casa São Bernardo declarou que não compactua com atos de discriminação e está comprometido com a inclusão, diversidade e um ambiente de trabalho seguro. A empresa está prestando todo o auxílio necessário ao funcionário agredido e está acompanhando o caso pelos meios legais.

Essa ocorrência exemplifica mais um caso de racismo que acontece no país. Uma pesquisa recente realizada pelo Ipec mostrou que oito em cada dez brasileiros veem o país como racista. Esse tipo de violência e discriminação deve ser combatido e punido para garantir uma sociedade mais justa e igualitária. A conscientização e a educação são fundamentais para combater essa realidade e promover o respeito e a tolerância entre todos.

É importante destacar que a denúncia de casos de racismo é essencial para a investigação e punição dos agressores. As vítimas não devem se calar e devem procurar as autoridades competentes para que casos como esse não fiquem impunes. A luta contra o racismo é um dever de todos e só com a união de esforços será possível superar essa triste realidade.

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