Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente pedirá interdição de indústria por poluição hídrica no Rio de Janeiro.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) do Rio de Janeiro está solicitando a interdição das atividades produtivas da empresa Burn Indústria e Comércio Ltda, localizada em Queimados (RJ), devido à prática de crime de poluição hídrica. Essa decisão foi tomada após uma força-tarefa composta pelo Governo do Estado, Polícia Civil, Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) identificar a indústria como responsável pelo despejo de produto detergente que causou a formação de espumas no rio Gandu e afetou o abastecimento de água para 11 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, as autoridades encontraram, dentro da galeria de águas pluviais da empresa, uma vazão incomum, com vestígios do mesmo material que provocou a contaminação do rio e, consequentemente, a paralisação da produção e distribuição de água por 13 horas. A Polícia Civil irá solicitar judicialmente o impedimento das atividades produtivas da empresa, uma vez que já foi decretada uma interdição de natureza administrativa.

Em nota, a Burn Indústria e Comércio Ltda esclareceu que não existe nenhuma relação entre sua fábrica em Queimados e a presença de material químico na bacia do rio Guandu, mesmo diante das evidências apresentadas pela força-tarefa. No entanto, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Philipe Campelo, afirmou que a indústria será responsabilizada pelo crime ambiental.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou através de sua conta no X, antigo Twitter, que já entrou com um pedido de interdição da empresa na justiça. Ele ressaltou que sua administração não deixará impune um crime ambiental que impactou a vida de tantas pessoas.

A Cedae informou que a produção de água foi interrompida por 13 horas, a partir das 5h30 da segunda-feira (28), meia hora após os primeiros indícios de contaminação serem percebidos. A retomada de 100% da produção ocorreu apenas às 4h17 da terça-feira (29).

Essa grave ocorrência reforça a importância de um controle efetivo das atividades industriais, visando a preservação do meio ambiente e a saúde da população. A poluição hídrica causada pela empresa Burn Indústria e Comércio Ltda teve impacto direto no abastecimento de água de milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, prejudicando a vida cotidiana e trazendo consequências sérias para a sociedade como um todo.

É fundamental que as autoridades competentes ajam de forma rápida e eficiente para responsabilizar os responsáveis por crimes ambientais e garantir a segurança e qualidade dos recursos naturais tão essenciais para a vida humana. A interdição das atividades produtivas da empresa é um passo importante nesse sentido, mas é necessário ir além e implementar medidas de prevenção e fiscalização para evitar que situações como essa se repitam no futuro.

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