Entenda agora os motivos por trás do calor extremo e dos incêndios que assolam a Europa devido às mudanças climáticas.

Neste verão, a Europa está enfrentando altas temperaturas e incêndios em vários lugares do continente, como Grécia e Espanha. As mudanças climáticas são as responsáveis por esses eventos e há diversos fatores que contribuem para isso.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC), as mudanças climáticas estão tornando as ondas de calor mais quentes e frequentes. Desde a era pré-industrial, as emissões de gases de efeito estufa causadas pela atividade humana aumentaram a temperatura do planeta em cerca de 1,2°C. Essa temperatura mais elevada faz com que as ondas de calor se tornem ainda mais intensas.

Cada onda de calor que ocorre atualmente é mais quente e com maior frequência devido às mudanças climáticas, de acordo com os cientistas do World Weather Attribution. Além disso, a circulação atmosférica também desempenha um papel importante nas ondas de calor na Europa.

Para determinar quanto as mudanças climáticas influenciam uma onda de calor específica, os cientistas realizam estudos de atribuição. Esses estudos simulam o clima atual centenas de vezes e comparam com simulações de um clima sem as emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem. Por exemplo, foi determinado que uma onda de calor que ocorreu em junho de 2019 na França e Holanda teve probabilidade cem vezes maior de acontecer devido às mudanças climáticas.

Em média, os extremos de calor na terra estão ocorrendo três vezes mais frequentemente do que ocorreriam sem influência humana sobre o clima, de acordo com a climatologista Sonia Seneviratne. E, se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas, as ondas de calor vão se intensificar ainda mais.

Além das ondas de calor, os incêndios florestais também estão sendo afetados pelas mudanças climáticas. O calor e a seca contribuem para que os incêndios se propaguem mais rapidamente e sejam mais intensos. Na Grécia, por exemplo, os incêndios que começaram em julho devastaram áreas maiores devido às condições de clima quente e seco. O manejo florestal e outras fontes de ignição também desempenham um papel importante nos incêndios.

Para evitar incêndios graves, algumas medidas podem ser tomadas, como queimadas controladas e a limpeza de vegetação rasteira. No entanto, é consenso entre os cientistas que apenas uma redução significativa das emissões de gases de efeito estufa pode evitar o agravamento das ondas de calor, incêndios, inundações e secas.

Em resumo, as mudanças climáticas têm aumentado a intensidade e a frequência das ondas de calor e incêndios na Europa. A redução das emissões de gases de efeito estufa é essencial para evitar que esses eventos se tornem ainda mais graves no futuro.

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