De acordo com o documento, há previsões de surgimento de novas doenças infecciosas e de recorrência de doenças já existentes, o que representa uma ameaça à capacidade dos sistemas de saúde de oferecer atendimento adequado. Além disso, o aumento da gravidade e da frequência de desastres naturais também exerce pressão sobre os sistemas de saúde.
Assim, os ministros reconheceram a necessidade de melhorar a resiliência dos sistemas de saúde diante das mudanças climáticas. Isso envolve não apenas a adaptação a novas doenças, mas também o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a cooperação entre os centros de prevenção e controle de doenças.
A ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade, representou o país na reunião e defendeu a ampliação de parcerias internacionais para enfrentar esses desafios. Com base nas lições aprendidas durante a pandemia de covid-19, os ministros chegaram ao consenso de construir sistemas de saúde mais resilientes, igualitários, sustentáveis e inclusivos, capazes de enfrentar emergências de saúde pública no futuro.
O documento também ressalta a importância de se integrar uma perspectiva de gênero no desenho dos sistemas de saúde, levando em consideração as necessidades específicas de mulheres e meninas, com o objetivo de alcançar a igualdade de gênero.
Outro ponto abordado no documento é a necessidade de aprofundar a compreensão sobre a chamada “covid longa”, ou seja, os sintomas prolongados e as consequências individuais, sociais e econômicas da doença.
As conclusões do encontro evidenciam a preocupação dos ministros da Saúde dos países do G-20 com as consequências das mudanças climáticas na saúde global. A união dessas economias em torno dessa questão evidencia a importância de se buscar soluções conjuntas para enfrentar os desafios futuros. Resta agora colocar em prática as medidas discutidas e incluir a discussão sobre saúde e mudanças climáticas na agenda internacional.