A gigante imobiliária chinesa, Evergrande, recorre ao Capítulo 15 da lei de falências dos EUA, buscando proteção contra credores internacionais.

Nesta quinta-feira, 17, a gigante imobiliária chinesa China Evergrande Group protocolou um pedido de proteção dos ativos nos Estados Unidos, de acordo com documentos judiciais obtidos. Esse pedido foi feito no âmbito do Capítulo 15 do código de falências dos EUA, que visa proteger os ativos da empresa enquanto acordos de reestruturação de dívidas são negociados em outras jurisdições.

Essa movimentação tem gerado preocupações sobre os possíveis efeitos cascata que podem surgir dessa crise, uma vez que a China vem enfrentando um crescimento econômico lento e um setor imobiliário em declínio. A Evergrande está buscando proteção dos credores através do Capítulo 15, que se aplica a casos de insolvência envolvendo múltiplos países, enquanto busca reestruturar suas operações.

O pedido de proteção de ativos se refere às negociações que estão previstas para ocorrer em Hong Kong e nas Ilhas Cayman. Os credores terão a oportunidade de votar sobre uma possível reestruturação ainda neste mês. Vale destacar que essa não é a primeira vez que a Evergrande recorre a medidas de proteção aos ativos, já que anteriormente havia entrado com um pedido similar na justiça da China.

A situação financeira da Evergrande tem gerado preocupações também fora das fronteiras chinesas. A empresa acumulou uma dívida de aproximadamente US$ 300 bilhões e enfrenta dificuldades para honrar seus pagamentos. No início deste ano, a empresa começou a enfrentar uma série de atrasos no pagamento de juros de suas dívidas, o que levou a uma queda acentuada em suas ações e gerou receios sobre a possibilidade de um default.

No entanto, a empresa busca alternativas para evitar um colapso financeiro total. Além das negociações de reestruturação em andamento, a Evergrande vem buscando vender ativos e adiar pagamentos para seus credores. No entanto, muitos analistas acreditam que a situação da empresa ainda continuará sendo uma preocupação até que haja uma resolução definitiva sobre sua dívida.

A situação da Evergrande também tem gerado impactos no mercado financeiro global. Investidores ao redor do mundo têm acompanhado de perto os desdobramentos dessa crise, temendo um possível contágio e uma queda nos preços dos ativos financeiros. Tanto é que, nos últimos dias, tem-se observado uma volatilidade nos mercados financeiros, com investidores preferindo cautela diante dessas incertezas.

Diante desse cenário, as autoridades chinesas têm adotado medidas para tentar conter os riscos e evitar uma crise sistêmica. O Banco Popular da China, por exemplo, tem injetado liquidez nos mercados para garantir a estabilidade financeira. Além disso, o governo chinês tem se reunido com os principais credores da Evergrande para discutir possíveis soluções para a crise.

Em suma, a China Evergrande Group está lutando para superar sua grave crise financeira e busca proteção dos credores nos Estados Unidos. Essa movimentação gera preocupações sobre efeitos cascata e impacta o mercado financeiro global. Resta aguardar as próximas negociações e decisões para saber qual será o desfecho dessa situação que envolve uma das maiores empresas imobiliárias do mundo.

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