Aqueles que não cumprirem a determinação judicial poderão ser multados em R$ 100 mil por dia. A decisão, proferida pela desembargadora Ivani Contini Bramante, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), atendeu parcialmente a solicitação feita pelo Metrô.
A empresa estadual havia solicitado uma garantia de que 100% do serviço seria mantido nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 80% nos demais horários do dia. A decisão foi tomada na semana passada e reiterada nesta segunda-feira.
Em um comunicado, o sindicato dos metroviários informou que, entre os motivos para a paralisação, estão os planos do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatizar todas as linhas do metrô. Além disso, o sindicato também se opõe à terceirização na manutenção da linha 15-prata, o monotrilho da zona leste.
De acordo com o sindicato, caso essa terceirização seja efetuada, a segurança dos passageiros e dos funcionários estará em risco. O pregão para a contratação da empresa terceirizada está marcado para o próximo dia 28.
Os metroviários também sugeriram que a greve seja realizada com as catracas livres, transformando a paralisação em um protesto contra as medidas do governo.
Na decisão da desembargadora, não há menção a essa possibilidade nem referência aos argumentos apresentados pelos metroviários. Foi marcada uma audiência de conciliação para a próxima quarta-feira (16). Além disso, Bramante determinou que oficiais de Justiça devem fiscalizar o cumprimento da decisão no Centro de Controle de Operações (CCO) do Metrô.
Na manhã de segunda-feira, o sindicato se reuniu com representantes do Metrô para discutir a possibilidade de paralisação. O principal ponto em discussão era a suspensão do edital para terceirizar a manutenção da linha 15-prata. Pela manhã, a diretoria do sindicato admitiu a possibilidade de votar contra a paralisação caso houvesse um avanço nesse assunto.